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Atividade na indústria gaúcha cresce 17,6% no primeiro semestre

Porto Alegre, 2 de agosto de 2021 - O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nessa segunda-feira (2) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), voltou a crescer em junho, na comparação com maio, feito o ajuste sazonal. Após três meses de queda, subiu 0,6%. Embora o nível de atividade acumule baixa de 1,7% no acumulado desde janeiro, aparece 4,2% acima do nível anterior ao da pandemia, em fevereiro de 2020. “Tivemos um primeiro semestre bastante difícil, marcado por medidas de fechamento e abertura da economia, acompanhando a dinâmica da pandemia. Durante o período, a economia contou com menos estímulos governamentais e a indústria continuou enfrentando problemas de escassez e altas expressivas nos preços de insumos e matérias-primas”, explica o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, mas reforçando que a conjuntura favorável ao agronegócio impulsionou a extensa cadeia produtiva do segmento metalmecânico do RS, amenizando a situação.

Entre os componentes do IDI-RS, apenas as compras industriais caíram em junho, um recuo de 1,1% na comparação com maio. O resultado no mês foi puxado pelo faturamento real, aumento de 3,9%, pelas horas trabalhadas na produção, 2,1%, e pela utilização da capacidade instalada-UCI, com mais 2,1 pontos percentuais, atingindo 82,4% em junho. Os indicadores de mercado de trabalho do setor também cresceram no período: emprego, 0,5%, pelo 13º mês seguido, e a massa salarial real, 0,3%.

ACUMULADO - Na comparação com o ano passado, as taxas em 2021 também subiram, mas continuam influenciadas pelas baixas bases de comparação. O IDI-RS cresceu 18,5% em junho e 17,6% no acumulado do primeiro semestre, taxa recorde, ambos relativamente ao mesmo período de 2020. Comparativamente a 2019, os aumentos foram de 6,4% e de 4,9%, respectivamente.

Sob a ótica dos indicadores no acumulado dos primeiros seis meses de 2021, comparativamente a igual período de 2020, a decomposição do IDI-RS mostra que as principais influências foram dadas pelas compras industriais (+43%), pelas horas trabalhas na produção (+20,4%) e pelo faturamento real (+18,8%). A UCI aumentou sete pontos percentuais, com média de 81,8% no período, enquanto o emprego e a massa salarial cresceram, nessa ordem, 5,6% e 3,2%. “Para o segundo semestre, a tendência é positiva em um contexto de abertura mais ampla das atividades, recuperação econômica global e menores dificuldades na cadeia de suprimentos”, reforça o presidente da FIERGS.

O primeiro semestre de 2021 também foi de expansões disseminadas em termos setoriais. Entre os 16 pesquisados, o único com queda na atividade foi o de Máquinas e materiais elétricos, recuo de 1,9%. As maiores contribuições para o resultado global vieram de Máquinas e equipamentos, elevação de 37,4%, de Veículos automotores, 22,2%, e de Produtos de metal, 32,1%. Destaque igualmente para os desempenhos da Metalurgia, aumento de 32,7%; de Móveis, 22,7%; de Têxteis, 25%; e de Vestuário e acessórios, 19,4%.

Mais informações em https://www.fiergs.org.br/numeros-da-industria/indicadores-industriais.

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