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Irmanamento Internacional Liga as Missões à Espanha


IRMANAMENTO INTERNACIONAL RETOMADO - CRUZ MISSIONEIRA

No dia 3 de setembro de 2021 foram retomadas as ações de irmanamento entre Caravaca de la Cruz, Espanha e São Miguel das Missões, Brasil. Desde 2005 há oficialidade entre as duas cidades e que agora, retomado, pretende realizar ações para reconhecimento mundial do símbolo cristão e posicionamento turístico de ambos locais.

A Cruz Missioneira é o símbolo maior de toda a Região Missioneira, tanto do Brasil, como do conjunto dos 30 Povos, sabemos de cruzes do mesmo tipo que estão na Argentina e Paraguai. Foi trazida pelos Padres Jesuítas para as terras da América. A principal Cruz original na América foi esculpida pelos indígenas guaranis em uma pedra de arenito e está atualmente junto ao Patrimônio Cultural da Humanidade de São Miguel das Missões.

Estudos mais aprofundados sobre a origem europeia da Cruz Missioneira se deu no final do ano 2003, exatamente entre os dias 14 a 20 de dezembro, se esteve na Espanha, local de onde vieram os Jesuítas que trouxeram a Cruz para a Região, mais especificamente na Província de Múrcia, Cidade de Caravaca de la Cruz, pois todos os documentos e pesquisas mostravam que deste local originava-se a Cruz.

Na lista dos Jesuítas que vieram para os 30 Povos, 21 padres vieram de Múrcia, Espanha e destes 4 eram da Cidade de Caravaca de la Cruz, Francisco Robles, Martín López, Antonio Martinez Espinosa e Francisco Lardín. Destes o mais relevante foi o Padre Francisco José Robles que veio para os 30 Povos em 1680, trabalhando mais de 40 anos entre os Guaranis, chegando a ser vice-superior das reduções.

A Cruz de Caravaca é exatamente de mesmo formato da nossa Cruz Missioneira, porém, em algumas vezes se apresenta com anjos, inscrições como o INRI, com o cristo crucificado ou mesmo com pedras preciosas; porém sempre mantendo o mesmo desenho básico que conhecemos.

A origem da Cruz, conforme lenda existente em toda a Espanha se deu no ano de 1232, no dia 3 de maio, quando o território estava em mãos dos Mouros, comandado por Sayid almohade de Valencia, Abu-Zeit; muçulmano que escravizou os cristãos da região; entre estes estava o sacerdote Ginés Pérez de Chirinos.

O Rei mouro queria presenciar a realização de uma missa, pois não sabia como isto era feito. Foram buscados os ornamentos em terras cristãs e o padre começou a celebrar o ato litúrgico. Aos poucos o sacerdote se deu conta que não poderia continuar a missa, visto que faltava o símbolo maior do cristianismo, uma cruz. Neste momento, pela janela da sala entraram dois anjos transportando uma cruz que depositaram no altar e assim pode continuar a missa. Ante ao milagre o Rei e toda sua corte se batizaram, transformando-se de muçulmanos em cristãos.

Desde aquela época a Cruz passou a receber milhares de peregrinos. Já no ano de 1570 os Jesuítas estavam neste local com seu colégio e Igreja, sendo estes os principais difusores da Relíquia na Europa e América.

Por causa dos milagres e suas repercussões Caravaca de la Cruz é reconhecida como uma das 5 cidades santas pela Igreja Católica, junto com Roma, Jerusalém, Santiago de Compostela e Santo Toríbio. Nestes locais, ocorre o perdão dos pecados, também chamados de indulgência plenária.

Sempre chamaremos a nossa cruz de Cruz Missioneira, o que ocorreu foi o irmanamento entre Caravaca de la Cruz e São Miguel das Missões, visando a divulgação de ambos os produtos turísticos na América e na Europa; também buscaremos intercâmbio tecnológico e científico para as comunidades junto às universidades de ambas as Regiões.

Em 2012, no dia 29 de dezembro, nos 403 anos das Reduções Jesuítico-Guarani foi criada a Nação Missioneira, entre os moradores missioneiros do Brasil, Argentina e Paraguai, sendo seu símbolo máximo a Bandeira da Nação Missioneira – que foi lançada um ano depois. Toda em cor carmim – representa o sangue das lutas históricas e no centro está a Cruz Missioneira em ouro, representando Cristo Jesus ressuscitado.


José Roberto de Oliveira

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