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Suplementação ajuda a manter produção de leite em bons níveis

De acordo com o Informativo Conjuntural produzido e divulgado nesta quinta-feira (11/08) pela Emater/RS-Ascar, nos locais com ocorrência de chuvas e dias muito frios, a atividade leiteira foi prejudicada em função do acúmulo de barro e pelo estresse térmico causado nos animais. O excesso de umidade no chão tem dificultado o deslocamento dos animais em meio ao barro, nas áreas de pastagens e corredores para acesso aos galpões de alimentação e salas de ordenha. Contudo, as condições do tempo foram favoráveis à produção de forragem, ajudando a elevar a produtividade e reduzir os custos de produção do leite.

Nas propriedades com boa disponibilidade de silagem e feno para suplementar a dieta das matrizes, está sendo possível manter bons níveis de produção de leite e, ao mesmo tempo, evitar os danos causados pelo pisoteio nas pastagens cultivadas.

No regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as fortes chuvas também causaram transtornos para a coleta do leite nas propriedades de difícil acesso. Em Candiota, conforme relatos, cerca de 3.000 litros não foram coletados devido à impossibilidade de acesso dos caminhões em corredores internos.

Na regional de Porto Alegre, os produtores seguem sendo orientados a comunicar os órgãos oficiais, como as Inspetorias de Defesa Agropecuária, a qualquer sinal de raiva dos herbívoros ou à presença de morcegos hematófagos.

Na regional de Santa Maria, o excesso de umidade, aliado à alta nebulosidade durante o período diurno, tem prejudicado o desenvolvimento das pastagens, comprometendo a dieta do rebanho leiteiro.

Na regional de Santa Rosa, a produção de leite diária está em torno de 1,785 milhão de litros, o que representa uma normalização da atividade devido ao bom aproveitamento das pastagens de inverno. O preço do litro do leite pago ao produtor sofreu reajuste, tendo aumentado consideravelmente.

Na regional Soledade, as áreas de trigo duplo propósito destinadas à silagem apresentaram incremento no crescimento. Com o bom desenvolvimento das pastagens e com o aumento do valor pago pelo litro do leite ao produtor, e a relação custo e benefício da atividade está satisfatória.

CULTURAS DE INVERNO

Trigo - A estimativa de cultivo de trigo no Estado para a safra 2022 é de 1.413.763 hectares. A produtividade estimada é de 2.822 kg/ha. As primeiras áreas implantadas (1%) entraram em enchimento de grãos, 3% estão em floração e o restante segue em desenvolvimento. Os produtores realizaram, além de semeadura em algumas regiões, adubação nitrogenada e aplicação de fungicidas para o controle de doenças.

Canola - Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras estão 17% em desenvolvimento vegetativo. A maioria das lavouras está em floração, com 51% da área plantada, 26% está em enchimento do grão, e 6% em maturação do grão. A paisagem das coxilhas está muito bonita devido à floração amarelada das lavouras de canola, uma vez que a aparência geral das lavouras é satisfatória, com boa sanidade das plantas. Mas, mesmo assim, os produtores mantêm o monitoramento de pragas e doenças, sendo executada nova aplicação de inseticidas fisiológicos para o controle das traças das crucíferas.

Cevada - A cultura da cevada segue em desenvolvimento vegetativo no Estado, e já inicia o florescimento em algumas regiões. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está em fase final do período vegetativo, com bom potencial produtivo e baixa incidência de doenças foliares. As lavouras estão sendo conduzidas com menos tecnologias devido à finalidade da produção para o consumo animal.

Aveia branca para grãos - Na região de Frederico Westphalen a cultura apresentou avanço no ciclo, estando 5% das áreas em maturação e 60% em enchimento de grãos. Segue o manejo fitossanitário para a ferrugem da folha em muitas lavouras.

Na de Erechim, a área plantada é de quase 10 mil hectares já em floração. Na de Santa Maria o plantio foi encerrado, e 20% da área já entrou em fase de floração. O plantio supera 40 mil hectares e a produtividade média esperada é de 2.381 kg/ha.

Piscicultura - Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Rosa, muitos piscicultores estão migrando do cultivo de carpas para o de tilápias devido à baixa procura do mercado por peixes inteiros e à dificuldade em fornecer cortes das carpas.

Na regional de Erechim, a taxa de renovação d’água dos tanques é considerada boa. As temperaturas amenas da semana contribuíram para a manutenção da saúde e para a sobrevivência dos peixes. Na de Lajeado, as baixas temperaturas da água e a pouca insolação têm causado estresse aos peixes em função da baixa concentração de oxigênio na água, levando à ocorrência de mortalidades. Na de Passo Fundo, essas condições têm também diminuído a disponibilidade de alimentos naturais nos açudes. Novamente foram registradas mortes de peixes por parasitas ou infecções oportunistas.

Fumo/Tabaco - Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, iniciou a colheita do tabaco, denominado de tabaco de inverno, quando acontecem os transplantes das mudas nos meses de outono e inverno. Essas áreas são bastante reduzidas, porque as famílias estão experimentando essa técnica de cultivo, objetivando escalonar as épocas de plantio e todos os tratos culturais, além de proporcionar renda para uma atividade de inverno. As produtividades são inferiores à safra normal. Os produtores seguem realizando o manejo das mudas no sistema de produção floating, fazendo a poda das mudas para controlar o excesso de altura, evitando os problemas com a doença denominada de mela. No geral, as mudas estão com bom desenvolvimento e, assim que mudarem as condições do clima de inverno, os produtores devem iniciar os transplantes para as áreas de produção definitivas.

A comercialização do tabaco estocado nos galpões está quase finalizada, e as últimas cargas devem ser negociadas ainda neste início de agosto. Em toda a região, 99% do total da safra já foi comercializado. Os preços do tabaco seco, nessas últimas negociações, operaram com estabilidade, com valores entre R$ 14,00 e R$ 15,00/kg. Os produtores estão bastante insatisfeitos com a queda nos preços do tabaco nas últimas cargas enviadas às empresas integradoras. Permanece a tendência de redução da área a ser cultivada na safra 2022/2023. Os produtores estão migrando para o cultivo da sojaem função dos problemas de mão de obra e do envelhecimento dos produtores de tabaco, que tem como idade limite os 60 anos, imposto pelas empresas integradoras para cumprir a legislação estabelecida pela NR-31.





Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar

Jornalista Rejane Paludo

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