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Enteado que confessou matar bombeiro admite que furtou medicamentos do Hospital de Sapiranga

O homem de 25 anos que confessou ter matado o padrasto, o tenente Glaiton Silva Contreira, 52, afirma que desviou medicamentos do Hospital de Sapiranga, no Vale do Sinos. Em depoimento à polícia, o suspeito, que atuava como estagiário na instituição de saúde, contou que guardava os anestésicos que estavam indo para o descarte, até que conseguiu reunir quantidade suficiente para desfalecer o tenente. Conforme o delegado Fernando Branco, o jovem planejou a morte do padrasto por duas semanas:

— Usou uma um espécie de anestésico. Ele diz que era éter, mas não descarto que seja uma outra espécie de medicamento.

A motivação do crime, segundo a investigação, é patrimonial. Casado há 12 anos, Contreira e a esposa estavam se separando e a divisão da casa desagradou o enteado, que residia em outro imóvel. Por entender que a mãe sairia prejudicada da partilha, decidiu matá-lo, segundo o delegado:

— Nos próximos dias vamos apurar se há envolvimento de outras pessoas.

Segundo a polícia, não há informações de desentendimentos anteriores ao da morte entre o padrasto e o enteado. A esposa do tenente já foi ouvida pela polícia mas, conforme o delegado, não deu informações relevantes à investigação.

A polícia afirma que o tenente foi morto no domingo (25). Na data do crime, o Contreira iria fazer uma  caminhada próximo ao Parque do Imigrante, em Sapiranga. Como o local fica distante da casa onde mora com a esposa e o filho de nove anos, o enteado — que havia pegado o carro da padrasto emprestado para ir até o Aeroporto Internacional Salgado Filho — lhe ofereceu carona.

— Dentro do carro, ele atacou o tenente e colocou éter na boca dele. Ele conta que em 30 segundos o tenente desfaleceu. Perguntei se teve alguma luta, mas ele diz como a vítima estava sentada no banco do carona, e ele subiu em cima dele, não teve como reagir. Pensou em tudo — detalha o delegado.


Ainda vivo, Contreira foi levado até o local onde o corpo foi encontrado, distante da área central da cidade, próximo ao limite de Sapiranga e Campo Bom. O militar foi morto com golpes de estilete no pescoço. O corpo foi encontrado na segunda-feira (26)  à noite. Horas depois do crime, o suspeito chegou a postar nas redes sociais que estava procurando pelo tenente. Por ser integrante do Exército, o jovem, investigado por homicídio qualificado, está preso na carceragem da Policia do Exército de Porto Alegre.

Desde 1989 no Corpo de Bombeiros, Contreira era comandante dos quartéis de Montenegro e Taquari e estava lotado no 2º Batalhão de Bombeiro Militar, com sede em São Leopoldo. O tenente foi velado na manhã desta quarta-feira (28) na sede do 3ºBBM, em Rio Grande, com a presença de familiares, amigos e militares. O corpo foi sepultado no cemitério da Santa Casa de Rio Grande.


Fonte: diariogaucho.clicrbs




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